"Uma tênue fronteira entre o hábito e o vício de Escalar."

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Big Wall no Cânion do Funil.

O Big Wall é uma das modalidades do Alpinismo ou Montanhismo, exige que os escaladores permaneçam dois ou mais dias em grandes paredes verticais até alcançarem o topo. Apesar de o Alpinismo ter iniciado no final do século 18 foi só no início do século 19 que o homem alcançou conceitos, técnicas e equipamentos para subir os maiores e mais verticais paredões de rocha.
                           A menor é a Torre do Funil e a maior é a Torre do Cânion do Funil.


                                                               Foto: Daniel A. Fernandes
A Escalada de grandes paredes exige muito mais que coragem e habilidades físicas. O planejamento é parte essencial e qualquer erro nesta fase pode levar a expedição ao fracasso. Tudo começa na definição do objetivo e na autorização dos proprietários, na escolha dos dias com boa previsão do tempo, na folga do trabalho e na aquisição dos suprimentos. O ideal é não faltar nada essencial e não ir nada supérfluo ou em excesso, pois peso e volume são fatores limitantes nesta jornada.
 Escaladores no Platô da Hortelã, na conquista da penúltima enfiada de corda. Foto: Marlo R. Silva.
A Torre do cânion do Funil localiza-se no município de Bom Jardim Da Serra em propriedade particular e próximo a borda do Cânion de mesmo nome. Seu cume é isolado e alcançado somente por escalada em rocha de aproximadamente 200 m. A primeira ascensão foi realizada por uma equipe gaúcha em agosto 2005, formada por Elton Fagundes, Rafael Seco e Moisés R. De Oliveira. A formação geológica da região data de cerca de 150 milhões de anos, na era da separação dos continentes e formação do oceano atlântico. A rocha predominante é o basalto e as paredes são gigantes, mais na sua maioria com muita vegetação e pedras soltas porém naquela infinidade de muralhas de rocha e vegetação, existem algumas de rochas limpas e excelentes para escalar! Sendo assim o céu e o limite!
                              Neblina típica dos cânions da Serra Geral. Foto: Fabiano Ronchi.
A equipe formada por 4 Escaladores, Daniel Acruche Fernandes, Fabiano Ronchi, Fernando Henrique e Filipe Ronchi, tem anos de experiência em escaladas nas serras brasileiras, cordilheira dos Andes e Patagônia. Fabiano foi o “câmera man”, registrando em imagens nossa aventura. Nosso objetivo não era somente ir e voltar do cume, era abrir uma nova via de escalada e que fosse possível escalar totalmente em “Free Climb! Procurávamos também utilizar o máximo de ancoragens naturais onde pudéssemos utilizar nossos equipamentos móveis, deixando assim o mínimo de vestígio, fazendo uma escalada limpa, seguindo pelas fendas!!!
                             Filipe Ronchi no diedro da quinta enfiada. Foto: Fabiano Ronchi.
Nosso maior desafio logístico era levar todos nossos mantimentos ao campo base, que ficava a 60m do chão em duas pequenas grutas que nos serviram de casa durante 4 dias. Além do equipamento pesado de Big Wall e de conquista levávamos: comida, fogareiro, sacos de dormir, roupas, medicamentos, equipamento fotográfico e 40 litros de água! Sim 40 litros e não era muito, dava uma média de 2,5 litros por pessoa/dia. Para chegar até a base da torre é necessário caminhar 8km, fixar 180m de corda para descer até o col (ligação entre duas montanhas), abrir caminho numa densa floresta de bambus até a base, escalar 60m em duas enfiadas de corda e içar tudo até a gruta, que foi apelidada pela equipe gaúcha de “Caverna dos Sonhos”. Levamos um dia para fixar as cordas da borda dos cânions até base da torre e outro para abastecer o campo base.
Foto: Fabiano Ronchi.
Saída do Platô do Olho do Macaco para a última enfiada, Filipe na segurança e eu na ponta da corda.
Os primeiros 55m de escalada acima da caverna exigiram bastante levando um dia e algumas horas da manhã seguinte em uma artificial de flutuar nos estribos! Eu e o Filipe nos revezamos nesta enfiada que foi de fritar os miolos e na manhã seguinte cheguei ao platô da Hortelã, onde esta a P4. Acrescentamos 6 proteções fixas a esta enfiada para que ele fosse escalada em livre, saiu um 8a de 55m com proteções mistas. Após este trecho a montanha nos presenteou com rocha de ótima qualidade e avançamos até o cume neste mesmo dia, o terceiro, escalando tudo em livre e o melhor com proteções móveis! Nando guiou a quinta e sexta enfiadas chegando até o platô do Olho do Macaco, com certeza a enfiada mais bonita da via, sai em um lindo diedro! A última enfiada é curta e entre off whichs e agarras, de repente cume!!! Ficamos surpresos em alcançar o cume tão rápido, fixamos as cordas do cume até a Caverna dos Sonhos para retornar no dia seguinte e fazer muitas imagens aéreas. Uma equipe de profissionais da imagem, formada pelos fotógrafos Anders Duarte, Miguel Carvalho e Cristian Stassun nos observava com drones e super câmeras para posteriormente produzir um vídeo documental. Todos os dias que estávamos escalando recebemos visitas de pessoas que nos observávamos da beira do cânion, ficamos até condicionados, na espera de encontrar alguém observando, nos sentimos como “macacos de circo”, só faltaram jogar comida se bem que preferíamos água! Isso nos inspirou a chamar esta nova rota de ascensão ao cume da Torre do Funil de “Hollywood” 7(8a/A2)E3. Uma via linda de ótima qualidade que merece muitas repetições! As coisas ocorreram de maneira perfeita e quando retornamos a borda do cânion nossos amigos nos esperavam com vinho e churrasco!!!
                                                  Equipe no cume! Foto de Anders Duarte.

Uma conquista como esta não se faz sozinho! Agradecemos ao apoio das empresas: Garra Aventura, Cerveja Climb, Conquista Montanhismo, Casa de Aventura, Beta Mountain Café, Bonier , Alto Estilo, Stonehange e Photografhic Photo e Vídeo.

Para visitar o Cânion do Funil é necessário pedir autorização ao proprietário senhor Miguel Carvalho. A escalada não esta permitida nesta área até que se conclua o plano de manejo do Parque Nacional de São Joaquim, que tem previsão de um ano para se concluir. Por este motivo não estamos divulgando o croqui e demais detalhes da via. Estamos envolvidos na luta para a liberação da Escalada em rocha e da caminhada em diversas áreas do parque. Para maiores esclarecimentos por favor entre em contato conosco. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Como devo clipar as cordas duplas e gêmeas nas costuras?

Segurança em escalada tradicional!

Como devo clipar as cordas duplas e gêmeas nas costuras?

Existe uma confusão devido a o velho mito que se pode optar por várias soluções. A princípio, as cordas duplas devem ser passadas no mesmo ponto de proteção sempre que o fator de queda for elevado (próximo a dois) e alternadamente se o fator de queda não esta alto e as proteções estão próximas. A vantagem de clipar duas cordas no mesmo mosquetão é que evitamos que um peso superior a 55 kg possa parti-la em uma queda de fator 2, mais por desgraça isso diminui sua elasticidade e sobrecarrega a proteção. Se ao contrário clipamos uma em cada seguro, ocorre ao contrário: decresce a força de choque sobre a proteção mas aumenta as chances de romper a corda em caso de fator próximo a dois (lembrando que as cordas duplas se homologam em simples com 55 kg e não com 80 kg). A solução mais segura seria usar uma fita dissipadora nas proteções com auto fator de queda, em que forem clipadas as duas cordas e clipar uma corda por proteção em quedas de menor importância.
Uma habito comum de se ver é clipar cordas diferentes no mesmo mosquetão, isto NÂO deve ser feito pois as diferenças de elasticidade entre elas podem queima-las. Ex: uso de uma cordas simples e outra dupla ou uma gêmea e utra dupla.
Conclusão: Somos seres imperfeitos escalando em um mundo imperfeito e com materiais imperfeitos. 
Fontes: Manual da Tendon - Dynamic and Static ropes.
100 preguntas y respuestas - Seguridad en pared.

domingo, 5 de abril de 2015

Manutenção das vias de Escalada de Rio dos Cedros

Iniciamos a manutenção das vias após a doação das chapeletas e bolts realizado pela Escola de Montanha Garra Aventura. Estamos substituindo as chapeletas simples presentes nas "paradas" por chapeletas com argolas e substituindo alguma proteção mal instalada. Também estamos mudando de local algumas "paradas" para melhorar a qualidade de algumas vias, tornando-as mais continuas e com as paradas em platos, alem da retirada de alguma proteção fixa que não seja mais necessária.



Jhonathan fazendo a manutenção da parada da via Urubanda IV E3.

No Morro de Rio Bonito de propriedade da Estância Turística Vale dos Ventos já foram feitas as manutenções das paradas do "Plato da Bruxa" e da Via Urubanda e ainda serão modificadas: a P2 da via Dark Side; P2 da via Corujão; P1 da via Comodidade da ignorância e P1 da via No body Home.

Na Pedra da Forquilha ou Forquilhinha foi modificado a P1 da via Transa dos Macacos. A P1 desta via era feita na árvore após o teto, agora ela esta logo acima em um plato. Ainda serão feitas manutenções nas vias: Fenda Principal, Peido Crem e O Chamado. Em breve mais informações.

 Jhonathan na via Transa dos Macacos VI+ E2.

Logo divulgarei mais informações sobre as escaladas da Pedra da Forquilha, assim que definir com o proprietário as regras para acesso.







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Guia de Escaladas de Bombinhas - Praia da Sepultura.

O Guia de Escaladas de Bombinhas-SC tem previsão de lançamento para o inverno de 2015. Até o momento já foram catalogadas 90 vias de terceiro a décimo grau em escaladas esportivas e tradicionais.
A previsão é que o guia contenha informações de 150 a 200 escaladas do município.
Abaixo estamos disponibilizando as informações das escaladas da Praia da Sepultura.
Maria Medeiros na Via Tocando em frente.

Escaladas da Praia da Sepultura.
Contam os moradores mais antigos que a praia passou a ser chamada assim pela suposta existência da sepultura de um escravo, que teria sido morto após uma briga no local, em 1840. Diz a lenda local que a alma do escravo ronda a região durante a noite.
No costão do Morro do Praia da Sepultura temos vários boulders e escaladas com proteção móvel. O diferencial desta região é que a escalada predominante é de agarras com proteção móvel ou mista, top ropes, e o melhor setor de boulder da região.

O melhor horário para escalar nos dias quentes é a tarde. É proibido acampar e fazer fogueiras no morro!
Equipamentos: Nuts, micro friends, camalot do 0.3 ao 4, 10 costuras e corda de 60 m.

Como chegar:
O acesso por veículos é feito pela Rua das Garoupas, continuação da Av. Ver. Manoel José dos Santos, até um estacionamento particular. Dali, chega-se à praia a pé, através de uma estrada de 200 metros.
A Foto abaixo mostra o caminho para os setores a partir do estacionamento.


Visual do Morro da Praia da Sepultura. 

Vias do Setor do Salão.

O setor do Salão possui escaladas principalmente em agarras de 30 m toda ou parcialmente protegidas em móvel. No caminho para este setor existem vários boulders que estão sendo catalogados para o guia.

O setor das Piscinas possui boulders, top ropes e escaladas com proteção móvel. São escaladas de até 20 m todas protegidas com móvel, os top ropes são na maioria com ancoragens em proteção móvel. É um ótimo local para quem esta começando na escalada com proteção móvel.
Setor das Piscinas, vias em top rope e boulders.

Setor das Piscinas.

Para maiores informações sobre as escaladas da região e para cursos de escalada do básico ao avançado envie e-mail para contato@garraaventura.com.br .
Esta publicação tem o pratrocinío da www.garraaventura.com.br .

sábado, 12 de abril de 2014

Informações e Croquis das Escaladas do Morro de Rio Bonito em Rio dos Cedros

Morro de Rio Bonito.

O município catarinense de Rio dos Cedros é um local único e excepcional para escaladas com proteções móveis. Esta localizado na região turística conhecida como Vale Europeu.
As escaladas estão localizadas na "Região dos Lagos" onde existem duas grandes represas construídas na década de 50, a represa de Palmeiras e a de Rio Bonito. Em Rio Bonito estão os locais de escalada descobertos até o momento. São 5 setores de escalada: Morro de Rio Bonito, Pedra da Forquilha, Fazenda Ventania, Morro da Cruz e Rio do Porco. A maior parte das vias estão nos três primeiros.
Via Seu Gui VIIa - Pedra da Forquilha.

Neste artigo descreveremos o Morro de Rio Bonito que é o maior e mais antigo local. A Vias são de 5 à 9 grau com poucas ou sem chapeletas! Rotas limpas a maioria em livre mas também com boas, difíceis e variadas colocações e situações nos artificias. Um grande teto protege o principal setor das chuvas deixando a parede totalmente ou parcialmente seca e o sol começa a incomodar a partir de 14h. A Estância Turística Vale dos Ventos é a proprietária, por isso deve-se pedir autorização para escalar, o que não é difícil dado a simpatia e hospitalidade da família Bona que administradora do local.
No site www.valedosventos.com.br você encontra informações de como chegar e os contatos dos proprietários. O local possui vários chalés e casas para alugar alem do restaurante Saíra tudo com muita qualidade e preços acessíveis!
Croqui geral das principais vias do Morro de Rio Bonito.

Os croquis apresentados aqui são provisórios pois estou escrevendo um guia das escaladas de toda a região do Vale Europeu com previsão de lançamento para 2015.
Croqui detalhado do setor Gosto amargo - Morro de Rio Bonito.

Recomendo escalar aqui somente quando você já for um iniciado na escalada com proteção móvel ou acompanhado de alguém que seja.
Aos interessados em fazer cursos de escalada procure a www.garraaventura.com.br .

Morro de Rio Bonito - descrição das vias.

1- Dark Side VIIb E3 40m. Daniel Fernandes, Fabiana T. Buhrer e Cristian Weber 2005.
Material = Micro friends, 1 jogo de camalot até o 4 e 12 costuras para fazer em 2 cordadas. 
Dica: Escalar em 1 cordada é mais legal, para isso leve camalots repetidos até o 2  e mais costuras.
Rapel possível com corda de 50m pela nobody home 2 rapeis.
Bonito diedro com lance de 7b obrigatório, e lindas fendas, pode ser escalada em uma ou duas cordada, paradas fixas. Uma das vias mais legais do setor!!

2- Subindo a serra VI E2 30m. Marius Bagnatti, Daniel Fernandes, Altair Silva 2005.
Material= Nuts e camalot 0.5,0.75,1,2,3,4,5 e 1,2,3 repetidos para a parada e 12 costuras!
Rapel passando por traz da chaminé na parada da via Bruxa amarela .
Boa via para conhecer o setor, bonitos lances em fendas largas, parada em móvel.

3- C3 30m. Marius bagnatti 2005
Rapel pela parada da Nobody home com corda de 50m.
Artificial complexo sem proteções fixas.

4- Nobody Home 6 (VIIIc?/A2) A2 E3 50m. Daniel Fernandes e Rian Muller 2004.
Material= Nuts, micro friends, 1 jogo de camalots, micro nuts repetidos, 2 clifs talon, clif hanger, 15 costuras.
Dois Rapeis com 1 corda de 50m.
Artificial complexo com bonitas passadas de clif na segunda cordada. Paradas fixas.
A segunda cordada foi liberada, para isso recebeu 2 chapeletas nos lances em clif, ficou muito bonita. Agarras e regletes em parede negativa.

5- Urubu Rei VIIb E2 30m. Daniel Fernandes.
Material= um jogo de camalot até o 4 e 12 costuras.
Rapel pela própria via com corda de 50m.
Via muito bonita e variada com lances de agarra, fenda, diedro e oposição. Paradas fixas.

6- Gosto Amargo 6 VIIa E2 50m. Daniel Fernandes, Leonardo Voelz, Christielsen Dias 2002.
Material= Nuts e 1 jogo de camalot até o 3, 12 costuras.
Dois Rapeis pela via com corda de 50m.
A mais clássica, primeira via aberta no morro. Segue inteira por um lindo diedro fendado! É a via mais repetida do setor!

7- Corvo Branco 6+ VIIIa A2 E3(60m). Marius bagnatti , Daniel Fernandes e Bito Myer 2004.
Material= dois jogos de camalot até o 3 mais um 4 e 5 , tcu's, 15 costuras.
Primeiro rapel até a parada da Gosto amargo, são dois rapeis e possível com corda de 60m.
Via com lance obrigatório de 8 a exposta e muito bonita. Primeira parada móvel segunda fixa.

8- Foda sem Ziper 7 IXa A3 E3 60m. Rian Muller, Celso, Daniel Fernandes 2006.
Material = Nuts, micro nuts 1 e 2 repetidos, TCUs, 1 jogo de camalots completo, Rps, cooper head. 15 costuras mais mosquetões avulsos.
Rapel mesmo da corvo branco.
Via mais difícil do setor, a primeira cordada ainda aguarda a cadena, a segunda é um artificial complexo em peças muito pequenas e colocações rasas e a terceira um bonito 6+ todo em móvel.

9- Take it easy VI E1 12m. Daniel Fernandes e Luciano Nicolau Siqueira 2003.
Material = camalot's 0.5,0.75,2,3,4 
Rapel pela via.
Via curta e fácil, parada fixa.

10- Verdon Forever VIIb E2/3 25m. Daniel Fernandes e Rian Muller 2007.
Material= 1 jogo de camalot's até o 2 e 10 costuras.
Rapel pela Bruxa amarela com corda de 50m.
Via bem atlética com lances estéticos em negativo muito bonito!

11- Bruxa Amarela 6 VI+ E3 A1 60m. Daniel Fernandes, Leonardo Voelz e Sirio Jader 2002.
Material = Nuts, 1 jogo camalots até o 3, estribos, corda de 60m e 12 costuras.
Dois rapeis com corda de 60m. Paradas Fixas.
Segunda via conquistada no setor, a primeira cordada tem um lance depois do teto bem exposto com colocações duvidosas, cuidado! Linha bonita e variada, chaminé, agarra, fenda, teto, diedro, divirta-se!

12- Ataque Ninja VI E3 30m. Daniel Fernandes e Rian Muller 2006.
Material = 1 jogo de camalot's  até o 3 e 8 costuras.
Rapel pela Bruxa Amarela ou Urubanda. Linha muito bonita com apenas uma proteção fixa, mas com lances expostos e obrigatórios de 6. As colocações não são óbvias e ficam após os crux. A linha não segue por fendas e proteção no crux é em um buraco não visivel da base. Possivel emendar na urubanda , coradada de 60m , linda!

13- Poção Mágica VIIIa E2 25m. Rian Muller e Luiz Andrade 2007.
Material = Nuts, micro friends, 1 jogo de camalot's até o 3 e 10 costuras.
Rapel pela bruxa amarela.
Via atlética com crux bem definido, linda.

14- Corujão 6+VIIc E3 50m. Daniel Fernandes, Leonardo Honorato e Reginaldo Carvalho 2010.

Material = Nuts, micro friends, 1 jogo de camalots até o 5 e 15 costuras.
Rapel pela parada da Bruxa amarela.
Linha muito bonita com com apenas 3 chapeletas, segue por uma fenda continua, exigindo técnicas de entalamento de mãos.

15- Urubanda IV+ E2 30m. Daniel Fernandes e André Deeke 2003.

Material = Nuts, 1 jogo de camalot's até o 4 e 10 costuras.
Rapel é possivel somente com 2 cordas de 60m , um rapel até o chão.
Linha óbivia e fácil , com um pequeno trecho de pedras soltas. Boa para quem começa a guiar em móvel. Melhor desescalar que rapelar!

16- Projeto inacabado.

17- Pomerana VI E1 A0 25m. Sirio Jader 2006.

Material = 1 jogo de camalot's até 5(opcional) e 10 costuras.
Rapel pela arvore no final da via. 
Via metade em rocha outra trepa mato fácil. Bonito visual! 

18- Comodidade da Ignorância VIIb E2 35m. Daniel Fernandes, André Deeke, 
Rafael, Sirio Jader 2007.

Material = camalot's 0.75,1,2 e 12 costuras.
Rapel pela via com corda de 60m.
Via bonita que segue a maior parte protegido por chapeletas. A segunda cordada esta incompleta.

19- Café e xixo VI A2 20m. Rian Muller e Daniel Fernandes 2004.

Material = Nuts,1 jogo de camalot's até o 3, clif talon ou para regletes, 8 costuras.
Rapel com corda de 50m.
Via parte em livre e parte em artificial, bonita passada em clif no teto!

20- Pandora VIIb E3 35m. Daniel Fernandes e Leonardo Honorato 2010.
Material= 2 jogos de camalots até o 3 e 15 costuras.
Rapel com 2 cordas de 50m.
Via sem proteções fixas, toda por fendas e parada em árvores no platô ao final de via.

21- La bela polenta!! 6 VIIa A1 E2 70m. Adriano Ruck, João Batista, Roberto(Bebeto) 2010.

Material = Nuts, 1 jogo de camalots até o 3 e 12 costuras.
Rapel pela via com 1 corda de 60m.
A maior via aberta no setor, possui uma linda fenda na primeira cordada! Para fazer a segunda cordada leve 2 talon e estribos.


22- Água viva VIIa E3 45m. Adriano Ruck, Carlos Souza, 2010.

Material = Nuts micro friends, 1 jogo de camalots até o 3, nuts e 15 costuras.
Rapel com 2 cordas de 60m ou desescalar a via Urubanda até o Platô da Bruxa.

23- Uma Benção VIIIb E3 50m. Marius Bagnati, Adriano Ruck, 2010.
Material = Nuts, micro friends, 1 jogo de camalots até o 4 e 15 costura.
Rapel com 2 cordas de 50m.     
    
24- Abstinência da Raíz VIIa (VIIIa\A0) E3 50m. Zig, Adriano Ruck e outros. 2011.
Material = Nuts, micro friends, 1 jogo de camalot até o 5 e 15 costuras.
Rapel com uma corda de 60m ou descer pela trilha.

25- Ticontei VIIa E3 50m. Carlos Roberto(Beneto) e amigos 2012.

26 – Terra do nunca – via inacabada.

27 – Lua Minguante – via inacabada.